Nesta terça feira eu não poderei dar aula porque tive que viajar a trabalho. Peço desculpas pela ausência.
O professor Eduard vai me substituir na aula que seguirá o seguinte roteiro:
1) Cada aluno baixará no seu computador o vídeo Mankind is no Island do endereço http://www.youtube.com/watch?v=ZrDxe9gK8Gk
2) É um video ganhador do maior premio para curtas na Web. É uma mensagem escrita com imagens fotografadas e filmadas com celular. Dura cinco minutos.
3) Depois de ver o video os alunos se dividem em grupos de cinco.
4) Cada grupo escolhe um tema que será transformado em roteiro para um vídeo com fotografias tiradas pelos alunos. O tema é de livre escolha do grupo. O vídeo que vocês viram serve de inspiração para o trabalho.
5) O roteiro deve constar de um texto de 50 palavras ( tolerância de três a mais ou a menos) e deve contar uma história ou transmitir uma mensagem, ou seja, deve fazer sentido.
6) A tarefa em aula é montar o texto e fazer sugestões de imagens. Tudo deve ser publicado como comentário no blog da disciplina, junto com a lista dos alunos que participaram de sua elaboração.
7) Não é necessário filmar. Fica a critério de cada grupo produzir, mais tarde, o vídeo com as fotos.
8) O grande desafio do exercício é fazer um texto pensando em imagens e áudio. Isto é fundamental para o desenvolvimento futuro de projetos multimídia.
9) Os alunos devem pensar na história que vão contar (o texto) e como vão montá-la (que tipo de imagem sugerem)
Um abraço e boa aula
Castilho
sábado, 25 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Primeira Prova da Disciplina Aula 14/4
Como já estava previsto no calendário publicado aqui no blog de disciplina, nesta terça feira 14/4 será realizada a primeira prova valendo nota para o conceito final de cada aluno. A prova será dividida em duas partes: uma em grupos e a outra individual. Por isto é interessante que cada aluno chegue na hora ( 18:45 hrs) para aproveitar o máximo possível do tempo de aula para fazer seu trabalho, que incluirá discussão em grupo e produção de texto individual com pesquisa na Web.
A nota da prova de hoje vale um terço do conceito final, antes da inclusão do resultado da prova interdisciplinar.
A nota da prova de hoje vale um terço do conceito final, antes da inclusão do resultado da prova interdisciplinar.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Leitura Critica Aula 7/4
A avalancha informativa e a impossibilidade de identificarmos a credibilidade todas as notícias geraram a necessidade dos consumidores de informações adotarem uma atitude crítica diante daquilo que sai publicado em jornais, revistas, radio, televisao e na internet.
1) Maquiagem de fotos
O caso das fotografias publicadas em 2006 a propósito dos bombardeios israelenses sobre Beirute, a capital do Líbano, tornaram-se um caso mundialmente conhecido de adulteração de imagens. Foi também o ponto de partida para um amplo debate sobre a necessidade de ver criticamente o material publicado pela imprensa, diante da facilidade com que o material original pode ser retocado e alterado.
Fotografias da guerra no Líbano
a) Foto retocada

b) Foto original sem retoques

- Maquiagem lançou suspeita sobre todas as fotos
- Reuters demitiu o fotografo e eliminou as fotos para preservar credibilidade, mas a ficou a duvida sobre as demais fotos do arquivo.
- É imposivel checar todas as fotos do arquivo da Reuters onde estão mais de cinco milhões de fotos. Alem disso a Reuters não é o único arquivo de fotos.
- A checagem de uma foto digital para identificar retoques pode levar horas e até dias porque os processos são sofisticados.
- Aparentemente a maquiagem das fotos foi feita para ampliar a dramaticidade do material, um recurso que centenas de jornalistas usam em todo mundo. Só que o retoque também pode ser uma arma política e foi este o angulo usado para desacreditar as fotos.
- A pergunta agora é: confia-se em todas as fotos ou em nenhuma delas?
2) O que é leitura crítica
- Mais do que em qualquer outra época da historia humana, relativizar a informação torna-se uma questão essencial e onipresente.
- A relativização ganhou o nome de leitura crítica. Não se trata de desconfiar de tudo e nem de confiar em tudo.
- Não é uma leitura para achar defeitos.
- É um comportamento individual onde a pessoa procura avaliar as informações recebidas para tomar decisões individuais mais corretas, evitar a propagação de boatos, rumores e meias verdades e contribuir para a melhoria do contexto informativo da comunidade.
3) A internet e os boatos
- a internet é um terreno muito favorável para a disseminação de boatos, rumores, meias-verdades, mentiras completas etc, etc. É fácil, rápido, barato e eficiente.
- as pessoas não estão acostumadas a checar informação. Dependendo de como chega e de quem a traz, aceitamos sem nenhum juízo crítico.
- Resultado, o caráter viral da rede assegura uma ampla circulação de qualquer material colocado na rede.
- Campanhas eleitorais criam ambientes propícios para informações incompletas ou descontextualizadas.
- As pessoas não estão preparadas para dissecar uma noticia. Elas pedem ajuda a quem confiam.
- Com isto tende a aumentar a desorientação das pessoas e cresce o que já se convencionou chamar de era da incerteza informativa.
4) DNA da notícia
- Os comunicados de empresas cotadas em bolsa são hoje quase tão complexos quanto às bulas de remédio, onde os laboratórios oferecem tantas ressalvas que a gente fica até com medo.
- O mercado financeiro foi o primeiro a incorporar a idéia de DNA da informação em seu quotidiano. O valor de uma ação negociada no mercado futuro depende de informações. Se elas não forem verídicas e elas podem provocar verdadeiras tragédias financeiras.
- O mercado da bolsa também descobriu que a informação deve ser igual para todos, para que todos os corretores tenham iguais possibilidades de fazer bons negócios. Por isto pune com tanto vigor a chamada informação privilegiada. A inside information.
- Na bolsa de Nova Iorque, a questão da informação é considerada o mais estratégico setor da atividade financeira. Afinal o que se negocia ali são basicamente informações.
- Na função jornalística, a idéia do DNA da informação está associada ah contextualização da noticia.
- Caso United Airlines ver em Lições de uma “barriga” digital
5) Técnicas de leitura crítica
- A leitura crítica em geral envolve três preocupações: o que o texto propõe (objetivo); o que o texto faz (a descrição e apresentação de evidencias); e o significado texto (a interpretação e contextualização);
- Leitura critica não é apenas fazer um resumo do texto, mas sim tentar identificar a sua estrutura.
- Um leitor não crítico somente se preocupa com os fatos. O leitor crítico valoriza também a forma como os fatos foram contados e as evidencias que os suportam.
- A leitura critica implica alguns passos ou procedimentos cuja importância e validade variam de caso para caso. Faremos apenas uma listagem geral para ilustração:
a) Tente identificar o publico alvo do texto, áudio ou vídeo;
b) Identifique o objetivo central do texto e o dos principais entrevistados. Verifique se as evidencias apresentadas pelos entrevistados são consistentes e se a diversidade de fontes está a altura da complexidade do tema;
c) Se o texto for publicado na web, verifique se o autor fornece links que permitam uma verificação direta da fidedignidade da informação;
d) Identifique quais são os fatos concretos e os rumores;
e) Na leitura critica você não reescreve mentalmente o texto para selecionar as partes que interessam ou não, ou nas partes que mais nos agradam;
f) Leia as noticias até o fim. Às vezes a primeira impressão apos a leitura do lead ou do teaser de apresentação podem ser enganosos, se o material for mal preparado.
6) Exercício de leitura crítica
Produzir um texto de 200 palavras sobre a noticia abaixo publicada na revista Época e publicar no blog pessoal até o final da aula. O texto deve ser construído seguindo as técnicas de leitura crítica listadas no resumo da aula (acima)
Que a vida moderna é uma selva, a gente já sabe. Já a filosofia está se tornando um verdadeiro zoológico. Após a febre dos cães filósofos, que, a exemplo de Marley, inundaram livrarias e criados-mudos do mundo todo dando lições de vida a humanos, outros bichos surgiram para morder seu quinhão no mercado da auto-ajuda. Agora é a vez de as baleias, esses imensos mamíferos marinhos, guiarem os pobres leitores nos difíceis embaraços do cotidiano.
É o caso de O Que a Baleia Shamu me Ensinou sobre Vida, Amor e Casamento (Editora BestSeller, 208 páginas, tradução de Alice Xavier), da jornalista americana Amy Sutherland. O livro começa com a seguinte descrição: a autora está de olho numa tela, hipnotizada com um show da baleia Shamu. É aquela orca do parque aquático Sea World, presente em várias cidades americanas (aquela orca que morreu umas dez vezes, mas foi substituída sucessivamente e continua se chamando Shamu, sabe?). Os saltos do bichão molhado provocam uma reflexão profunda em Amy Sutherland. A imagem da baleia, segundo a escritora, a lembra de quanto ela mudou. Como assim? Será este um livro que receita uma dieta radical, com poderes transformadores? Tipo “passe de uma orca a uma gazela em um mês”? Ou então é um relato lisérgico de um final de semana de bebedeiras em que a escritora nadou no mar sem maiô e daí aprendeu a nunca mais encher a cara? Nada disso!
A baleia é uma filósofa de primeira. Mostrou para a autora como devemos conduzir nossos relacionamentos. A metodologia é simples: lide com seus semelhantes como se fosse um treinador de animais exóticos. Trate seus amigos, seus pais e seu marido ou mulher como babuínos, emas a ser adestrados, e tudo vai dar certo.
A vida da autora começou a mudar quando ela freqüentou um curso de adestramento de filhotes, para treinar sua cadela pastor alemão. “Encontrei uma nova pessoa em mim”, escreve ela. Uma pessoa raciocina como baleia. Eu diria que é um upgrade mental e psíquico. A coisa fica um pouco interessante quando a fã de Shamu diz que não devemos projetar características e sentimentos humanos nos animais. Ela explica que papagaios não têm ciúme do dono e que vários bichos detestam ser abraçados. Tudo isso, pasmem, para concluir que o inverso é bem mais vantajoso: devemos projetar as características dos animais nos humanos, para lidar melhor com eles!
Fonte - Revista Epoca
1) Maquiagem de fotos
O caso das fotografias publicadas em 2006 a propósito dos bombardeios israelenses sobre Beirute, a capital do Líbano, tornaram-se um caso mundialmente conhecido de adulteração de imagens. Foi também o ponto de partida para um amplo debate sobre a necessidade de ver criticamente o material publicado pela imprensa, diante da facilidade com que o material original pode ser retocado e alterado.
Fotografias da guerra no Líbano
a) Foto retocada

b) Foto original sem retoques

- Maquiagem lançou suspeita sobre todas as fotos
- Reuters demitiu o fotografo e eliminou as fotos para preservar credibilidade, mas a ficou a duvida sobre as demais fotos do arquivo.
- É imposivel checar todas as fotos do arquivo da Reuters onde estão mais de cinco milhões de fotos. Alem disso a Reuters não é o único arquivo de fotos.
- A checagem de uma foto digital para identificar retoques pode levar horas e até dias porque os processos são sofisticados.
- Aparentemente a maquiagem das fotos foi feita para ampliar a dramaticidade do material, um recurso que centenas de jornalistas usam em todo mundo. Só que o retoque também pode ser uma arma política e foi este o angulo usado para desacreditar as fotos.
- A pergunta agora é: confia-se em todas as fotos ou em nenhuma delas?
2) O que é leitura crítica
- Mais do que em qualquer outra época da historia humana, relativizar a informação torna-se uma questão essencial e onipresente.
- A relativização ganhou o nome de leitura crítica. Não se trata de desconfiar de tudo e nem de confiar em tudo.
- Não é uma leitura para achar defeitos.
- É um comportamento individual onde a pessoa procura avaliar as informações recebidas para tomar decisões individuais mais corretas, evitar a propagação de boatos, rumores e meias verdades e contribuir para a melhoria do contexto informativo da comunidade.
3) A internet e os boatos
- a internet é um terreno muito favorável para a disseminação de boatos, rumores, meias-verdades, mentiras completas etc, etc. É fácil, rápido, barato e eficiente.
- as pessoas não estão acostumadas a checar informação. Dependendo de como chega e de quem a traz, aceitamos sem nenhum juízo crítico.
- Resultado, o caráter viral da rede assegura uma ampla circulação de qualquer material colocado na rede.
- Campanhas eleitorais criam ambientes propícios para informações incompletas ou descontextualizadas.
- As pessoas não estão preparadas para dissecar uma noticia. Elas pedem ajuda a quem confiam.
- Com isto tende a aumentar a desorientação das pessoas e cresce o que já se convencionou chamar de era da incerteza informativa.
4) DNA da notícia
- Os comunicados de empresas cotadas em bolsa são hoje quase tão complexos quanto às bulas de remédio, onde os laboratórios oferecem tantas ressalvas que a gente fica até com medo.
- O mercado financeiro foi o primeiro a incorporar a idéia de DNA da informação em seu quotidiano. O valor de uma ação negociada no mercado futuro depende de informações. Se elas não forem verídicas e elas podem provocar verdadeiras tragédias financeiras.
- O mercado da bolsa também descobriu que a informação deve ser igual para todos, para que todos os corretores tenham iguais possibilidades de fazer bons negócios. Por isto pune com tanto vigor a chamada informação privilegiada. A inside information.
- Na bolsa de Nova Iorque, a questão da informação é considerada o mais estratégico setor da atividade financeira. Afinal o que se negocia ali são basicamente informações.
- Na função jornalística, a idéia do DNA da informação está associada ah contextualização da noticia.
- Caso United Airlines ver em Lições de uma “barriga” digital
5) Técnicas de leitura crítica
- A leitura crítica em geral envolve três preocupações: o que o texto propõe (objetivo); o que o texto faz (a descrição e apresentação de evidencias); e o significado texto (a interpretação e contextualização);
- Leitura critica não é apenas fazer um resumo do texto, mas sim tentar identificar a sua estrutura.
- Um leitor não crítico somente se preocupa com os fatos. O leitor crítico valoriza também a forma como os fatos foram contados e as evidencias que os suportam.
- A leitura critica implica alguns passos ou procedimentos cuja importância e validade variam de caso para caso. Faremos apenas uma listagem geral para ilustração:
a) Tente identificar o publico alvo do texto, áudio ou vídeo;
b) Identifique o objetivo central do texto e o dos principais entrevistados. Verifique se as evidencias apresentadas pelos entrevistados são consistentes e se a diversidade de fontes está a altura da complexidade do tema;
c) Se o texto for publicado na web, verifique se o autor fornece links que permitam uma verificação direta da fidedignidade da informação;
d) Identifique quais são os fatos concretos e os rumores;
e) Na leitura critica você não reescreve mentalmente o texto para selecionar as partes que interessam ou não, ou nas partes que mais nos agradam;
f) Leia as noticias até o fim. Às vezes a primeira impressão apos a leitura do lead ou do teaser de apresentação podem ser enganosos, se o material for mal preparado.
6) Exercício de leitura crítica
Produzir um texto de 200 palavras sobre a noticia abaixo publicada na revista Época e publicar no blog pessoal até o final da aula. O texto deve ser construído seguindo as técnicas de leitura crítica listadas no resumo da aula (acima)
Que a vida moderna é uma selva, a gente já sabe. Já a filosofia está se tornando um verdadeiro zoológico. Após a febre dos cães filósofos, que, a exemplo de Marley, inundaram livrarias e criados-mudos do mundo todo dando lições de vida a humanos, outros bichos surgiram para morder seu quinhão no mercado da auto-ajuda. Agora é a vez de as baleias, esses imensos mamíferos marinhos, guiarem os pobres leitores nos difíceis embaraços do cotidiano.
É o caso de O Que a Baleia Shamu me Ensinou sobre Vida, Amor e Casamento (Editora BestSeller, 208 páginas, tradução de Alice Xavier), da jornalista americana Amy Sutherland. O livro começa com a seguinte descrição: a autora está de olho numa tela, hipnotizada com um show da baleia Shamu. É aquela orca do parque aquático Sea World, presente em várias cidades americanas (aquela orca que morreu umas dez vezes, mas foi substituída sucessivamente e continua se chamando Shamu, sabe?). Os saltos do bichão molhado provocam uma reflexão profunda em Amy Sutherland. A imagem da baleia, segundo a escritora, a lembra de quanto ela mudou. Como assim? Será este um livro que receita uma dieta radical, com poderes transformadores? Tipo “passe de uma orca a uma gazela em um mês”? Ou então é um relato lisérgico de um final de semana de bebedeiras em que a escritora nadou no mar sem maiô e daí aprendeu a nunca mais encher a cara? Nada disso!
A baleia é uma filósofa de primeira. Mostrou para a autora como devemos conduzir nossos relacionamentos. A metodologia é simples: lide com seus semelhantes como se fosse um treinador de animais exóticos. Trate seus amigos, seus pais e seu marido ou mulher como babuínos, emas a ser adestrados, e tudo vai dar certo.
A vida da autora começou a mudar quando ela freqüentou um curso de adestramento de filhotes, para treinar sua cadela pastor alemão. “Encontrei uma nova pessoa em mim”, escreve ela. Uma pessoa raciocina como baleia. Eu diria que é um upgrade mental e psíquico. A coisa fica um pouco interessante quando a fã de Shamu diz que não devemos projetar características e sentimentos humanos nos animais. Ela explica que papagaios não têm ciúme do dono e que vários bichos detestam ser abraçados. Tudo isso, pasmem, para concluir que o inverso é bem mais vantajoso: devemos projetar as características dos animais nos humanos, para lidar melhor com eles!
Fonte - Revista Epoca
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